29 agosto 2026

DataTrends/Senado: Marília 29%, Humberto 24%, Mendonça 21%, Eduardo 19%


A candidata Marília Arraes segue na liderança da disputa pelo Senado em Pernambuco, mas os novos números do Instituto DataTrends mostram uma oscilação para baixo e um cenário de forte equilíbrio na briga pela segunda vaga. Humberto Costa, Mendonça Filho e Eduardo da Fonte aparecem tecnicamente empatados.

De acordo com o levantamento, Marília Arraes registra 29% das intenções de voto. Na sequência aparece Humberto Costa, com 24%, seguido por Mendonça Filho, com 21%, e Eduardo da Fonte, com 19%. Considerando a margem de erro máxima de 2,83 pontos percentuais, os três estão tecnicamente empatados na disputa pela segunda cadeira destinada a Pernambuco.

Túlio Gadelha aparece na sequência, com 11%, enquanto Paulo Rubens Santiago e Carlos Sant’Anna registram 2% cada. Goretti Brito, Mailson Neto, Mariano Macedo, Pastor Gilvan Costa e Samuel Timóteo não pontuaram.

O levantamento também evidencia o elevado grau de indefinição do eleitorado. Como o eleitor pernambucano poderá escolher dois candidatos ao Senado, a soma dos percentuais pode chegar a 200%. Nesse formato, 43% indicaram nenhum candidato, voto branco ou nulo, enquanto 49% disseram não saber ou não responderam.

Em relação ao levantamento anterior do DataTrends, Marília apresenta nova oscilação negativa. A candidata, que chegou a registrar 30% no levantamento anterior, agora aparece com 29%, mantendo a dianteira, mas sem conseguir se distanciar do bloco que disputa a segunda vaga.

O principal destaque, portanto, está justamente atrás da líder. Humberto Costa (24%), Mendonça Filho (21%) e Eduardo da Fonte (19%) estão separados por apenas cinco pontos entre o primeiro e o terceiro colocado desse bloco. Pela margem de erro, não é possível apontar quem, neste momento, estaria com vantagem estatisticamente significativa pela segunda cadeira.

A pesquisa DataTrends ouviu 1.200 eleitores, entre os dias 25 e 27 de agosto, em cidades de Pernambuco. O levantamento possui grau de confiança de 95% e margem de erro máxima de 2,83 pontos percentuais. A pesquisa está registrada sob os números PE-02222/2026 e BR-01927/2026.

Edmar Lyra

Datatrends: Raquel Lyra lidera com 45% e João Campos tem 36%


A governadora Raquel Lyra (PSD) se mantém na liderança na disputa pelo Governo de Pernambuco em mais uma pesquisa Datatrends, divulgada neste sábado, 29. O levantamento, realizado entre os dias 25 e 27 de agosto, mostra Raquel com 45% das intenções de voto no cenário estimulado, contra 36% de João Campos (PSB) e 1% de Ivan Moraes (PSOL). Os demais candidatos não pontuaram, enquanto os votos brancos e nulos somaram 10% e os indecisos 9%.

Em uma eventual disputa de segundo turno entre os dois principais candidatos, Raquel venceria João com 47% contra 39%, respectivamente. Nesse caso os votos brancos e nulos são 9% e os que não sabem ou não responderam, 6%.

Também foi aferida a avaliação da gestão estadual durante a pesquisa. Mais uma vez o governo de Raquel alcançou 68% de aprovação, um percentual que vem sendo registrado em muitos levantamentos, com pequenas oscilações dentro da margem de erro.

A pesquisa Datatrends ouviu 1.200 eleitores pernambucanos no período já informado, em todas as regiões do Estado. Registrada com os números PE-02222/2026 e BR-01927/2026, a sondagem tem margem de erro de 2,83% para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%.

Vox: Flávio vai a 45,1%, Lula tem 44,5%, no 2º turno


Pesquisa Vox Brasil divulgada neste sábado (29/8) mostra Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um cenário de segundo turno.

O senador tem 45,1% das intenções de voto, contra 44,5% do presidente, configurando empate técnico dentro da margem de erro de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Veja os resultados:

Flávio Bolsonaro (PL): 45,1%
Lula (PT): 44,5%
Nenhum/Branco/Nulo: 7,9%
Não sabe/não opinou: 2,5%

Na comparação com a pesquisa anterior, divulgada em julho, Flávio Bolsonaro cresceu quatro pontos percentuais, passando de 41,1% para 45,1%. No mesmo período, Lula caiu 3 pontos, de 47,5% para 44,5%.

Na pesquisa de maio, Lula chegou a abrir 8,7 pontos percentuais sobre Flávio. Confira a evolução das pesquisas:



Em outros cenários testados de segundo turno, Lula aparece à frente de Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). 

Veja os resultados:

Lula x ZemaLula (PT): 45,5%
Romeu Zema (Novo): 39,3%
Nenhum/Branco/Nulo: 8,1%
Não sabe/não opinou: 7,1%

Lula x Caiado

Lula (PT): 45,5%
Ronaldo Caiado (PSD): 41,1%
Nenhum/Branco/Nulo: 5,3%
Não sabe/não opinou: 8,1%
Primeiro turno

No primeiro turno, Lula aparece na liderança, com 37,1% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 34,8%.

Veja os resultados:

Lula (PT): 37,1%
Flávio Bolsonaro (PL): 34,8%
Ronaldo Caiado (PSD): 5%
Renan Santos (Missão): 3,3%
Romeu Zema (Novo): 2,8%
Augusto Cury (Avante): 2,6%
Pablo Marçal (PRTB): 2%
Clariana Barão (DC): 0,8%
Edmilson Costa (PCB): 0,5%
Wilson Grassi (Democrata): 0,4%
Rui Costa Pimenta (PCO): 0,2%
Hertz Dias (PSTU): 0,1%
Samara Martins (UP): 0,1%
Nenhum/Branco/Nulo: 3,5%
Não sabe/não opinou: 6,8%

Na pesquisa anterior, realizada em julho, Lula tinha 40,5% e Flávio Bolsonaro, 31,5%. Ronaldo Caiado tinha 5,5%, Renan Santos, 3%, e Romeu Zema, 3,2%.

Sobre a pesquisa

O levantamento foi realizado pela Vox Brasil e ouviu 2.100 pessoas entre os dias 25 e 27 de agosto. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-05519/2026.

28 agosto 2026

Lula diz que nunca viu Luchsinger, mas lobista tem fotos com ele nas redes


O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, afirmou hoje em sabatina na TV Globo, que nunca viu a empresária e lobista Roberta Luchsinger. Ela, porém, mantém nas redes sociais fotos em que aparece ao lado do petista.

"Não conheço essa moça, nunca vi essa moça na minha vida, ela nunca esteve próxima de mim", afirmou Lula. O presidente respondeu a uma pergunta da jornalista Renata Vasconcellos sobre Luchsinger.

Luchsinger publicou ao menos três fotos com Lula no Instagram em 2022. Embora postadas no mesmo ano, as imagens parecem ter sido feitas em ocasiões diferentes. Nas legendas, ela chamou uma delas de "foto da esperança", defendeu "Lula no primeiro turno" e, em outro registro, desejou feliz aniversário ao petista.

Mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam que Luchsinger teria relatado uma conversa com Lula. Segundo diálogos divulgados pela revista Veja, que constam em relatório da Polícia Federal, ela afirmou que o petista teria perguntado "onde ela queria ficar", em possível referência a um cargo no governo.

Luchsinger também descreveu uma relação próxima com Lulinha. "Fábio e eu somos uma coisa só. Se um fala, todos vão. A gente é mesmo irmão, sabe", escreveu, segundo as mensagens divulgadas.




Uol

Guia eleitoral começa a ser exibido nesta sexta-feira (28)


A pouco mais de um mês das eleições, começa nesta sexta-feira (28), em todo o país, a exibição da propaganda eleitoral gratuita. O guia eleitoral estreia com os programas dos candidatos à Presidência da República e à Câmara dos Deputados, no rádio e na televisão. A partir deste sábado (29), será a vez dos candidatos aos governos estaduais, ao Senado e às Assembleias Legislativas.

Nas eleições deste ano, serão dois blocos diários de 25 minutos. No rádio, os programas serão exibidos das 7h às 7h25 e das 12h às 12h25. A Rádio Folha 96,7 FM é uma das geradoras e contará com dois dias de geração: 16 e 17 de setembro. Na televisão, a transmissão ocorrerá das 13h às 13h25 e das 20h30 às 20h55.

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), a propaganda em rede é dividida por grupos de cargos e dias da semana. Às segundas, quartas e sextas, serão veiculadas os guias para presidente e deputado federal. Às terças, quintas e sábados, será a vez das propagandas dos candidatos a governador, senador e deputado estadual.

No primeiro turno, o guia eleitoral segue até o dia 1º de outubro, três dias antes do pleito. Se houver segundo turno, o guia eleitoral será exibido de 9 a 23 de outubro. Além do guia, os partidos, federações e coligações têm direito a inserções que serão exibidas ao longo da programação.

Folha PE

27 agosto 2026

Múltipla: Raquel Lyra 43% e João Campos 37%


A governadora Raquel Lyra (PSD) aparece na liderança da disputa pelo Governo de Pernambuco em pesquisa do Instituto Múltipla, realizada em parceria com o Portal do Ricardo Antunes. No cenário estimulado de primeiro turno, Raquel tem 43% das intenções de voto, contra 37% do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB).

O ex-vereador do Recife Ivan Moraes (PSOL) aparece com 1%. Os demais candidatos citados no levantamento não chegam a 1%. Os eleitores indecisos somam 11%, enquanto 5% afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo e 2% não responderam.

Na simulação de segundo turno entre Raquel Lyra e João Campos, a governadora também aparece numericamente à frente. Raquel alcança 47%, enquanto João registra 41%. Nesse cenário, 6% estão indecisos, 5% votariam em branco ou nulo e 1% não respondeu.

Na comparação com o levantamento anterior do Múltipla, divulgado em 12 de agosto, os dois principais candidatos apresentaram recuo. Raquel passou de 45% para 43%, uma variação de dois pontos percentuais. João Campos caiu de 41% para 37%, quatro pontos a menos.

Aprovação do governo chega a 65%

A pesquisa também mediu a avaliação da gestão de Raquel Lyra. Para 46% dos entrevistados, o governo é considerado ótimo ou bom. Outros 33% classificam a administração como regular e 17% como ruim ou péssima. Não opinaram 4%.

Quando a pergunta é sobre aprovação, 65% afirmam aprovar o governo Raquel Lyra, enquanto 27% desaprovam. Outros 8% não responderam.

O Instituto Múltipla ouviu 900 eleitores de Pernambuco entre os dias 22 e 24 de agosto. A margem de erro é de 3,3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número PE-01370/2026.

MP Eleitoral contesta 974 registros de candidatura nas Eleições 2026


O Ministério Público (MP) Eleitoral contestou na Justiça 974 registros de candidatura apresentados em todo o país para as Eleições 2026. Para que uma pessoa possa disputar as eleições, ela precisa atender requisitos previstos em leis e na Constituição Federal, além de não estar enquadrada em causas que geram inelegibilidade. Cabe à Justiça Eleitoral analisar os pedidos de impugnação apresentados e decidir se as pessoas cumprem ou não os critérios para participar da disputa.

O balanço parcial inclui ações e pareceres apresentados até esta quarta-feira (26). Entre os problemas apontados pelo MP Eleitoral estão condenações criminais, por improbidade administrativa e por abuso de poder político e econômico; envolvimento dos candidatos com organizações criminosas; falta de filiação partidária e quitação eleitoral; entre outros. Candidatos que tiveram as contas de gestões anteriores rejeitadas ou que não prestaram contas também são alvos de impugnação. Além disso, há casos de políticos que não se afastaram de determinado cargo ou função no prazo exigido pela lei para que pudessem disputar as eleições.

A maior parte das impugnações – mais de 70% – contesta pedidos de registro para disputar os cargos de deputado estadual e federal. São Paulo, que é o maior colégio eleitoral brasileiro, lidera o número de impugnações apresentadas pelo Ministério Público até o momento – com 557 casos – ou seja, mais da metade do total registrado em todo o país. Na sequência, aparecem o Maranhão, com 55 impugnações, Minas Gerais (41), Paraíba (39), Distrito Federal (33) e Bahia (31).

Além disso, na disputa para a Presidência da República, a Procuradoria-Geral Eleitoral contestou a candidatura de Pablo Marçal. Para o Ministério Público, o político está inelegível até 2032, em razão do uso indevido dos meios de comunicação nas Eleições 2024. Além disso, ele não comprovou a filiação ao partido político pelo qual a candidatura foi apresentada. Como consequência do pedido, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu liminar para suspender o acesso do candidato a recursos públicos de campanha e ao tempo de propaganda eleitoral gratuita, até que decida sobre a validade ou não da candidatura.

Também houve impugnações apresentadas pelo MP Eleitoral contra candidaturas no Acre (22), Goiás (20), Paraná (19), Amapá (17), Rio de Janeiro (15), Espírito Santo (13), Rio Grande do Sul (13), Roraima (12), Tocantins (12), Mato Grosso do Sul (10), Pernambuco (10), Amazonas (9), Rio Grande do Norte (9), Piauí (8), Mato Grosso (6), Rondônia (6), Alagoas (5), Ceará (3), Pará (5), Santa Catarina (2) e Sergipe (1). Os números ainda podem aumentar até o prazo final para as impugnações.

Governadores – Em seis estados e no Distrito Federal há pelo menos 9 ações do MP Eleitoral que tentam barrar a candidatura de governadores e vices. No Distrito Federal, o órgão questionou a candidatura de José Roberto Arruda, por entender que ele está inelegível até 2030 em razão de seis condenações por improbidade administrativa.

No Rio de Janeiro, o MP Eleitoral também contestou a candidatura de Garotinho ao Governo do estado, por enquadramento nas hipóteses de inelegibilidade previstas na Lei da Ficha Limpa. Em São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Amapá e Alagoas também foram apresentadas impugnações para barrar a candidatura de governadores ou vices.

Organizações criminosas – Impedir a influência de organizações criminosas na disputa eleitoral é uma das prioridades do Ministério Público este ano. Com base em decisões do TSE sobre o tema, o MP Eleitoral apresentou pedidos para barrar a candidatura de políticos por envolvimento com o crime organizado. Isso porque a Constituição Federal veda o uso de organizações paramilitares por partidos políticos.

Só no Rio de Janeiro, foram sete impugnações com base nessa jurisprudência, além de outras duas em São Paulo. Na Bahia, o MP Eleitoral contestou a candidatura de Binho Galinha a deputado estadual. Provas reunidas em quatro ações penais apontam que o candidato ocupa posição de liderança e de comando em uma organização criminosa. Ele está preso atualmente e já foi condenado a 36 anos de prisão por envolvimento em crimes relacionados ao uso irregular de armas de fogo.

Em junho, o MP Eleitoral recomendou aos partidos políticos a criação de protocolos internos de integridade e fiscalização dos pré-candidatos, para evitar a infiltração de facções nas estruturas partidárias.

Cota de gênero – Além de fiscalizar os pedidos individuais de registro, o MP Eleitoral analisa o Demonstrativo de Regularidade dos Atos Partidários (Drap). O Drap deve ser apresentado pelos partidos, coligações e federações à Justiça para demonstrar a regularidade, inclusive documental, das convenções que realizaram e da escolha de candidatos. Caso o demonstrativo seja negado pela Justiça, em razão de alguma irregularidade, toda a lista de candidaturas registradas é considerada inválida e os candidatos ficam impedidos de participar da eleição.

De acordo com o balanço parcial, até o momento, o MP Eleitoral contestou a validade de 13 Draps em seis estados – Paraná (4), São Paulo (3), Bahia (3), Distrito Federal (1), Acre (1) e Minas Gerais (1) – principalmente por questões relacionadas ao descumprimento da cota de gênero e de problemas nas prestações de contas partidárias.

No Acre, por exemplo, a pedido do MP Eleitoral, a Justiça indeferiu a chapa do Agir para deputado estadual por descumprir o percentual mínimo de 30% de mulheres nos registros de candidatura para o cargo. No Distrito Federal, o Ministério Público contestou o Drap do Missão também por descumprimento da cota, enquanto em Minas Gerais o mesmo problema foi apontado na chapa inscrita pelo Democracia Cristã para a disputa de deputado federal.

Como funciona a impugnação? - Após o recebimento dos pedidos de registro, a Justiça Eleitoral verifica os dados e publica edital no Diário da Justiça Eletrônico (DJe) com as candidaturas apresentadas, para ciência dos interessados. Feita essa publicação, o MP Eleitoral tem o prazo de cinco dias para contestar os pedidos de registro, caso as candidaturas não atendam as regras previstas na legislação.

Além do Ministério Público, candidatos adversários, partidos, coligações e federações podem contestar os pedidos de candidatura perante a Justiça Eleitoral. A decisão final sobre a possibilidade ou não de manutenção da candidatura cabe ao Judiciário. Essa análise deve ser feita até 14 de setembro, conforme prevê o calendário eleitoral.

MPF

PoderData/AYA: Lula empata com Flávio, Caiado e Zema no 2º turno


Pesquisa PoderData/AYA divulgada nesta quinta-feira (27) mostra que, em um eventual segundo turno para a Presidência da República, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados.

Lula oscila para baixo indo a 45% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro vai a 44%. Os votos em branco ou nulos somam 9%, e os eleitores que não sabem em quem votar representam 2%.

O levantamento testou outras três possibilidades de disputa de segundo turno. Em um cenário com Romeu Zema (Novo) a pesquisa também aponta para um empate técnico no limite da margem de erro.

Nesta simulação, Zema marca 43% das intenções de voto, enquanto Lula registra 44%. Brancos e nulos somam 10%, e 2% não sabem.

Na simulação direta contra Ronaldo Caiado (PSD), a disputa apresenta o mesmo grau de indefinição.

O levantamento indica que Caiado aparece com 44%, enquanto o atual presidente atinge 43%, configurando novo empate técnico. Aqueles que dizem votar em branco ou anular representam 10% da amostra, e os indecisos são 2%.

Em um quarto confronto medido pelo instituto, o cenário muda a favor do petista. Na disputa contra Renan Santos, o atual chefe do Executivo aparece numericamente à frente e fora da margem de erro.

Neste quadro, Lula marca 44%, contra 37% de Renan Santos. O índice de votos brancos e nulos nesta simulação sobe para 16%, e 3% não souberam responder.

Metodologia

A pesquisa PoderData/Aya ouviu 2.400 pessoas em 555 municípios das 27 unidades da federação, entre os dias 23 e 26 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. O registro da pesquisa no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-04974/2026.

CNN

TRE-PE mantém participação da Federação PSDB Cidadania na coligação de Raquel Lyra


O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) decidiu, por maioria, nesta quarta-feira (26), manter a Federação PSDB Cidadania na composição da coligação Pernambuco de Coração. Por 4 votos a 3, o Pleno acompanhou o voto do relator, desembargador eleitoral Paulo Machado Cordeiro, e deferiu o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) da coligação em sua composição original.

A decisão foi tomada no processo nº 0600838-03.2026.6.17.0000, que tem como relator o desembargador Paulo Machado Cordeiro. Da decisão do TRE-PE cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A controvérsia envolvia decisões diferentes tomadas no âmbito da Federação PSDB Cidadania em Pernambuco. Em convenção estadual realizada no dia 31 de julho, foi aprovada a participação da Federação na coligação Pernambuco de Coração. Posteriormente, a Comissão Interventora da Federação decidiu adotar posição de neutralidade na disputa para governador e vice-governador.

Em seu voto, Paulo Cordeiro considerou válida a convenção estadual de 31 de julho. Segundo o relator, na data em que ela foi realizada, o órgão provisório estadual responsável pela convocação e condução do encontro estava com situação ativa no Sistema de Gerenciamento de Informações Partidárias (SGIP) da Justiça Eleitoral. Na convenção, 43 integrantes deliberaram, por unanimidade, pela participação na coligação Pernambuco de Coração.

Ao analisar a tentativa posterior de modificar a decisão, o relator entendeu que a Comissão Interventora não poderia desfazer a deliberação da convenção sem observar as regras estatutárias. Para Paulo Cordeiro, “a Comissão Interventora agiu com patente excesso de poder e usurpação de competência ao lavrar deliberação pretendendo desfazer o ato coligatório majoritário”.

Paulo Cordeiro também afirmou que a autonomia partidária deve conviver com outras garantias constitucionais. “A autonomia das agremiações políticas — pilar de sustentação do próprio regime democrático — não subsiste no ordenamento jurídico como um dogma absoluto, isolado ou imune ao controle de legalidade”, registrou no voto.
Impugnação

O julgamento também tratou da Ação de Impugnação ao DRAP apresentada pela coligação Frente Popular de Pernambuco. Nesse ponto, prevaleceu o entendimento de que uma coligação adversária não tem legitimidade para questionar questões internas de outra agremiação, salvo em caso de fraude material com impacto no processo eleitoral, hipótese que o relator considerou não configurada no caso.

Com a decisão, o TRE-PE indeferiu o pedido da Comissão Interventora para retirar a Federação PSDB Cidadania da aliança e deferiu o DRAP da coligação Pernambuco de Coração em sua composição original: PSD, Federação União Progressista (União Brasil/PP), Podemos, Avante e Federação PSDB Cidadania.

26 agosto 2026

MP Eleitoral questiona dez candidaturas em Pernambuco


O Ministério Público (MP) Eleitoral impugnou o pedido de registro de dez candidaturas nas eleições de 2026 em Pernambuco. Oito delas são para o cargo de deputado federal; duas, para deputado estadual. As ações de impugnação ao registro de candidatura (AIRCs) são apresentadas quando o MP Eleitoral identifica situações de possível descumprimento das exigências da legislação eleitoral para que uma pessoa possa disputar as eleições.

Sete das candidaturas impugnadas em Pernambuco são consequência de irregularidades nas contas públicas do período em que os hoje candidatos foram prefeitos. São eles: Judite Maria Botafogo Santana da Silva (Judite Botafogo, PSD, Lagoa do Carro); Humberto César de Farias Mendes (Humberto Mendes, Republicanos, Santa Maria da Boa Vista); Joamy Alves de Oliveira (Joamy Alves, PSD, Araçoiaba); Clayton da Silva Marques (Keko do Armazém, Federação PSDB/Cidadania, Cabo de Santo Agostinho); Izaias Regis Neto (Izaias Regis, PSD, Garanhuns); Yves Ribeiro de Albuquerque (Yves Ribeiro, MDB, Ribeirão) e Luciano Duque de Godoy Souza (Luciano Duque, Podemos, Serra Talhada – o único dos sete que se candidatou a deputado estadual).

O MP Eleitoral também impugnou as candidaturas de Heberte Lamarck Gomes da Silva (Betinho Gomes, Republicanos), por falta de quitação com a Justiça Eleitoral ao deixar de pagar multa pela realização de propaganda eleitoral ilícita, e Nadelson Leite Costa (Sargento Nadelson, Republicanos), por ter sido demitido do serviço público em decorrência de processo administrativo disciplinar; ambos pretendem concorrer ao cargo de deputado federal. Houve impugnação também de Jaciara Maria de Adelino (Jacy Modas, Avante), mas ela renunciou à candidatura antes do julgamento da AIRC.

“Em circunstâncias ideais, deveríamos poder contar com o maior número possível de candidaturas, para uma maior legitimidade do jogo democrático. Mas há, também, regras legitimamente estabelecidas que impõem certas exigências e restrições para a participação na disputa, e o Ministério Público, atento a tais regras, cumpre seu dever de apontar à Justiça os casos que se enquadram nessas condições previstas em lei”, explica o procurador regional eleitoral de Pernambuco, Werton Costa.

As impugnações propostas pelo MP Eleitoral serão julgadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), que analisará os argumentos do Ministério Público e decidirá se os registros de candidatura serão ou não concedidos, assegurando o direito de defesa dos candidatos.

MPF