09 setembro 2026

Fachin tira Moraes da relatoria do inquérito das Fake News e assume caso


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, assumiu nesta quarta-feira (9) a relatoria do inquérito das Fake News. O caso estava sob comando do ministro Alexandre de Moraes.

O Inquérito das Fake News é uma investigação aberta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2019 para apurar a existência de notícias fraudulentas, falsas comunicações de crimes, denúncias caluniosas, ameaças e outros ataques contra o STF, seus ministros e familiares. Ele está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

"A presente medida decorre da necessidade de estabelecer segurança jurídica e adequada delimitação institucional dentro do regime de exercício da atribuição prevista no art. 43 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal por esta Presidência".

A decisão de Fachin determina que as ações penais derivadas do inquérito seguem com Moraes à frente e que todos os atos tomados no curso do inquérito estão em vigor.

"Em homenagem à segurança jurídica, à estabilidade dos atos processuais e à confiança legítima na atuação jurisdicional, devem ser preservados os atos regularmente praticados durante o período de vigência da designação, ressalvada, evidentemente, a eventual apreciação pelas vias processuais próprias", diz Fachin.

Fachin determinou que inquéritos, PETs e demais procedimentos investigatórios distribuídos a Alexandre de Moraes por prevenção ao inquérito das fake news sejam devolvidos à Presidência do STF.

Os processos retornarão no estágio atual para análise da presidência da Corte e, posteriormente, serão encaminhados à Polícia Federal e à PGR, responsável por decidir sobre eventual denúncia ou arquivamento.

Nesta quarta, o ministro Edson Fachin também suspendeu a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. Também foi suspensa a decisão de Flávio Dino que os reintegrou aos cargos.

Fachin também suspendeu "todo e qualquer procedimento" de investigação contra integrantes do STF.

Além disso, também foi suspensa a apuração da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre possível interferência na produção do relatório da PF que apontou uma relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero.

Globo

Palver: Flávio Bolsonaro 46% e Lula 44% no segundo turno


O segundo levantamento da Palver sobre a corrida presidencial, divulgado nesta quarta-feira (9/9), mostra um quadro de crescente insatisfação com o governo: 56% classificam a gestão de Lula como ruim ou péssima, enquanto 40% a consideram ótima ou boa. Apenas 4% atribuem conceito regular. Na leitura binária, 57% desaprovam, contra 42% que aprovam o presidente.

No confronto direto entre Lula e Flávio, o senador aparece agora numericamente à frente, com 46% contra 44%, mas os dois permanecem empatados dentro da margem de erro. Outros 10% se dividem entre votos brancos, nulos, eleitores que não votariam e os que não sabem.

Há um mês, Lula e Flávio também apareciam empatados, com 46% para cada um. Na comparação, a pesquisa mostra estabilidade no segundo turno: Flávio Bolsonaro avança numericamente, mas a diferença permanece dentro da margem de erro.

A vantagem de Lula no segundo turno só aparece nos cenários contra nomes alternativos da direita. Contra Augusto Cury (Avante), o presidente marca 42%, ante 30% do escritor. Diante de Romeu Zema (Novo), o placar é de 43% a 42%, enquanto contra Ronaldo Caiado (PSD) Lula tem 43%, contra 40% do ex-governador – em ambos os casos empate técnico. Frente a Renan Santos (Missão), a diferença é maior: 43% a 31%.

No conjunto, o principal movimento observado é a perda de apoio de Lula nos cenários testados. Na comparação com a sondagem de agosto, o presidente aparece agora 2 a 3 pontos percentuais abaixo nesses confrontos, embora todas as variações estejam dentro da margem de erro.
Sobre a pesquisa

A Palver entrevistou 5.000 participantes recrutados por meio de anúncios em redes sociais, entre os dias 4 e 7 de setembro. Considerando o efeito do desenho amostral da sondagem, a amostra efetiva é de 1.527 entrevistas. A margem de erro é de 3 pontos percentuais e o nível de confiança, de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-05420/2026.

Gerp: Flávio tem 47% no 2º turno; Lula 40%


Divulgada nesta quarta-feira (9), a pesquisa eleitoral do instituto Gerp aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à frente do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno para as eleições de 2026.

O parlamentar aparece com 47% das intenções de voto contra 40% do petista. A diferença de sete pontos supera a margem de erro, que é de dois pontos percentuais. Os eleitores que declaram voto em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos somam 11%, enquanto os indecisos que não sabem ou não responderam representam 3%.

Analisando a trajetória da disputa ao longo dos últimos meses, o cenário demonstra uma estabilidade do parlamentar e uma oscilação negativa do petista. No final de agosto, Flávio mantinha os mesmos 47%, enquanto Lula marcava 42%, recuando dois pontos percentuais na atual edição da sondagem. A menor distância já registrada entre os dois candidatos no levantamento ocorreu na primeira quinzena de julho, quando o senador marcou 46% contra 45% do atual presidente.

Metodologia

A pesquisa Gerp entrevistou 2.400 eleitores por telefone, entre os dias 3 e 8 de setembro. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pela AESP Rádio e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00251/2026.

Meio/Ideia: Com 46%, Flávio e Lula empatam em 2º turno


O instituto Ideia, em parceria com o Canal Meio, divulgou nesta quarta-feira (9) uma nova pesquisa com as intenções de voto para presidente da República nas eleições de 2026.

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados tecnicamente em todos os cenários apresentados. No espontâneo e no estimulado de primeiro turno, Lula fica à frente numericamente, mas a distância entre os dois configura empate dentro da margem de erro.

Na simulação de segundo turno entre os dois, o empate passa a ser numérico: 46% das intenções de voto para cada um.

Nos demais cenários de segundo turno, Lula empata tecnicamente com Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD). Ele venceria os embates diretos contra Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo).

Pesquisa Meio/Ideia para presidente da República em 2026

O instituto Ideia fez pesquisa espontânea (quando os nomes não são apresentados) e um cenário estimulado (quando são mostrados os nomes) para presidente da República.

Na pesquisa espontânea, 26% disseram não saber em quem votar.

Lula (PT): 30,7%
Flávio Bolsonaro (PL): 28%
Escritor Augusto Cury (Avante): 3,2%
Renan Santos (Missão): 3%
Ronaldo Caiado (PSD): 2%
Zema (Novo): 0,8%
Pablo Marçal (PRTB)*: 0,5%
Samara (UP): 0,4%
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0,2%
Clariana Brandão (DC): 0,1%
Edmilson Costa (PCB): 0,1%
Outros: 2%
Ninguém/Branco/Nulo: 3%
Não sabe: 26%

*Pablo Marçal está inelegível até 2032 após decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-PR) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem até 14 de setembro para julgar a candidatura dele.

Lula lidera numericamente o cenário estimulado

Lula (PT): 38,4%
Flávio Bolsonaro (PL): 37,3%
Escritor Augusto Cury (Avante): 6,6%
Renan Santos (Missão): 4%
Ronaldo Caiado (PSD): 4%
Zema (Novo): 1,5%
Pablo Marçal (PRTB): 1,5%
Samara (UP): 0,7%
Rui Costa Pimenta (PCO): 0,4%
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0,2%
Hertz Dias (PSTU): 0,1%
Clariana Barão (DC): 0,1%
Edmilson Costa (PCB): 0,1%
Ninguém/Branco/Nulo: 2,5%
Não sabe: 2,8%

Segundo turno para presidente pelo Meio/Ideia

Lula x Flávio Bolsonaro

Lula (PT): 46%
Flávio Bolsonaro (PL): 46%
Branco/Nulo: 3,5%
Não sabe: 4,5%
Lula x Renan SantosLula (PT): 46%
Renan Santos (Missão): 40,3%
Branco/Nulo: 9,3%
Não sabe: 4,5%

Metodologia: 1.500 entrevistados pelo instituto Ideia de 4 a 7 de setembro de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Canal Meio S.A.. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,5 pontos percentuais. Registro no TSE nº BR-07935/2026.

08 setembro 2026

Quaest/Senado: Marília 17%; Humberto 14%; Mendonça 11%


Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (8) mostra como está a disputa pelo Senado em Pernambuco. O levantamento foi encomendado pela Globo.

Em 2026, serão eleitos dois senadores em cada estado e no Distrito Federal, para renovar 54 das 81 cadeiras. Por isso, cada eleitor precisa votar em dois candidatos diferentes. Não é possível escolher o mesmo nome duas vezes.

Na pesquisa espontânea da Quaest, em que os nomes não são mostrados aos eleitores entrevistados, 78% estão indecisos (eram 80%), porque não souberam citar um candidato.

Já na pesquisa estimulada, a lista de candidatos é mostrada, e cada entrevistado precisa responder duas vezes em quem pretende votar: para a primeira vaga e, depois, para a segunda vaga.

Os resultados da pesquisa para o Senado consideram as menções para a primeira e a segunda vagas em um total que soma 100% das intenções de voto e mantém a proporção entre candidatos, brancos/nulos e indecisos. Veja os números abaixo:

Combinação - votos totais

Marília Arraes (PDT): 17% (eram 16% em 25 de agosto);
Humberto Costa (PT): 14% (eram 13%);
Mendonça Filho (PL): 11% (eram 9%);
Eduardo da Fonte (PP): 7% (eram 6%);
Túlio Gadêlha (PSD): 4% (eram 3%);
Pastor Gilvan Costa (Democrata): 1% (era 1%);
Carlos Sant'anna (Novo): 1% (era 1%);
Paulo Rubem Santiago (Rede): 0% (era 1%);
Mariano Macedo (PSTU): 0% (era 0%);
Gorett Bitu (UP): 0% (era 0%);
Mailson Neto (PCO): 0% (era 0%);
Samuel Timoteo (UP): 0% (era 0%);
Indecisos: 27% (eram 26%);
Branco/nulo/não vai votar: 18% (eram 24%).

Contratada pela Globo, a Quaest entrevistou 1.302 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-00285/2026.

Quaest: Raquel Lyra, 43%; João Campos, 37%


Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (8) mostra como está o cenário da eleição estadual, a menos de um mês do 1º turno que acontecerá em 4 de outubro.

Veja os números da pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra aos eleitores entrevistados os nomes dos candidatos. Entre parênteses, o resultado da pesquisa anterior, do dia 25 de agosto.

Raquel Lyra (PSD): 43% (eram 44% em agosto);
João Campos (PSB): 37% (eram 36%);
Ivan Moraes (PSOL): 1% (era 1)%;
Renan Hallais (Missão): 1% (era 0%);
Professora Camila (UP): 0% (era 0%);
Professor Jeremias do Banco (Democrata): 0% (era 0%);
Victor Assis (PCO): 0% (era 0%);
Guilherme Fonseca (PSTU): 0% (era 0%);
Indecisos: 12% (eram 12%);
Branco/nulo/não vai votar: 6% (eram 7%).

Para 76% dos eleitores (eram 72%), a escolha do candidato é definitiva. Outros 23% (eram 27%) dizem que ainda podem mudar o voto até o dia da eleição, em 4 de outubro.

Contratada pela Globo, a Quaest entrevistou 1.302 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-00285/2026.

Gravatá: MP Eleitoral recomenda cumprimento das orientações do TRE-PE nas campanhas políticas


A Promotoria Eleitoral da 30ª Zona Eleitoral de Gravatá recomendou aos partidos, federações, coligações e colaboradores da Justiça Eleitoral a observância das diretrizes da Nota Técnica Conjunta nº 01/2026 - TRE-PE, que estabelece orientações estratégicas sobre o exercício do poder de Polícia, a fiscalização de propagandas eleitorais, a convocação de colaboradores eventuais e a organização dos trabalhos no dia do pleito.

Aos partidos políticos, federações e coligações foi recomendado observar os critérios operacionais da propaganda eleitoral em vias públicas. Dentre as exigências estão: o distanciamento adequado entre as mesas para material de campanha e bandeiras, desde que móveis e não dificultem o bom andamento do trânsito de pessoas e de veículos, manutenção contínua e permanente de uma faixa livre na calçada para a passagem de pedestres e a garantia do caráter móvel das estruturas, com retirada obrigatória após horários permitidos pela legislação (8h às 22h). Deverão observar também os parâmetros orientativos para conter fraudes e evitar a contratação simulada de veículos ou pessoas unicamente para viabilizar a circulação irregular dos carros de som pelas vias públicas.

Os candidatos, coligações e cidadãos devem abster-se de veicular propaganda eleitoral que perturbe o sossego público e a cumprir a Lei Estadual nº 15.736/2016, que proíbe a utilização e soltura de fogos de artifício ou artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso no Estado de Pernambuco.

DIA DA VOTAÇÃO - Os partidos e coligações devem observar a proibição absoluta do uso de vestuário padronizado para fiscais, devendo haver apenas o uso obrigatório do crachá de identificação contendo exclusivamente o nome do agente e a sigla do partido ou federação, com a atuação de apenas um fiscal por vez na área de atuação da Mesa Receptora de Votos.

Por sua vez, as forças de segurança pública devem garantir a pronta atuação para assegurar a ordem e prevenir a distribuição irregular de material de propaganda ou constrangimento a eleitores.

MPE

BTG/Nexus: Flávio tem 46% contra 45% de Lula no 2º turno


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ultrapassou numericamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas intenções de voto para o segundo turno das eleições presidenciais, de acordo com pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira, 8. Os dois, porém, continuam empatados tecnicamente dentro da margem de erro da mostra, que é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro registrou 46% contra 45% do petista.

Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 8%. Já os eleitores que afirmaram não saber são 1%. Na última pesquisa, divulgada em 31 de agosto, o cenário era inverso: Lula aparecia com 46% das intenções de voto contra 45% de Flávio.

O levantamento mostra ainda que o escritor Augusto Cury (Avante) também ultrapassa numericamente Lula em um eventual segundo turno por 45% a 43%. É a primeira vez que a BTG/Nexus incluiu o candidato nas simulações de segundo turno. Cury subiu para o terceiro lugar nessa pesquisa de intenções de voto na mostra da semana passada.

No cenário contra Ronaldo Caiado (PSD), o cenário também é de empate técnico, com o petista pontuando 46% e o ex-governador de Goiás, 43%. Na pesquisa anterior, Lula liderava por 45% a 44%. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 10%, e eleitores que não sabem são 1%.

Em eventual disputa contra Romeu Zema (Novo) no 2º turno, Lula venceria o ex-governador mineiro por 47% a 40%. Na pesquisa anterior, o presidente pontuou 46% contra 41% de Zema. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 11%, enquanto os que não sabem são 1%.


Quando o candidato da oposição é o ativista Renan Santos (Missão), Lula seria reeleito por 47% a 39% se a eleição fosse realizada hoje. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 13%. Eleitores que não sabem são 2%. Na simulação de 2º turno da pesquisa anterior, Lula liderava por 47% a 38%.

A Nexus ouviu 2.002 eleitores de 16 anos ou mais, por telefone, de 4 a 7 de agosto. A margem de erro é de 2 p.p., para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-06790/2026.

Estadão Conteudo

André Mendonça afasta Andrei Rodrigues da chefia da PF


Em uma escalada da crise que abala o Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro André Mendonça determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Segundo Mendonça, a medida é necessária para que os integrantes da Corte, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e os servidores da Polícia Federal “exerçam suas atribuições sem constrangimentos ilegais”. O ministro afirma que há mais de 30 dias tem sido monitorado pela Polícia Federal.

A decisão ocorre após o ministro Alexandre de Moraes usar relatórios apócrifos da Polícia Federal para acusar Mendonça de ter cometido os crimes de abuso de autoridade, crime de responsabilidade e improbidade administrativa na condução dos casos Banco Master e INSS, dois esquemas bilionários de corrupção que atingiram lideranças políticas de diferentes matizes políticos.

Mendonça também determinou o afastamento do delegado Leandro Almada do cargo de diretor de inteligência policial da Polícia Federal. E determinou a “suspensão da produção, elaboração ou compartilhamento, ainda que interno, de todo e qualquer relatório de inteligência que se destine à análise de atos praticados no exercício das funções constitucionais de prestação jurisdicional, advocacia pública e de polícia judiciária”.

“A suspensão cautelar de função pública é constitucionalmente admissível quando fundada em elementos concretos, submetida à proporcionalidade e destinada a neutralizar risco efetivo à persecução penal ou de utilização indevida das prerrogativas funcionais”, escreveu Mendonça.

“A restrição temporária ao exercício funcional é significativamente inferior ao dano potencial que poderia decorrer da utilização das prerrogativas inerentes aos respectivos cargos para fins de comprometer a colheita de provas, dificultar a atuação dos órgãos de investigação e persecução, ou interferir em procedimentos administrativos destinados à apuração dos mesmos fatos.”

Conforme informou o blog, os relatórios não têm autoria, não trazem o brasão da República nem a padronização esperada em ofícios dessa natureza conforme a Doutrina Nacional de Inteligência de Segurança Pública – mas não escondem suas intenções.

A decisão de Mendonça foi tomada na análise de um pedido do partido Novo, que solicitou a adoção de “providências necessárias à preservação da independência, da integridade e da efetividade das investigações em curso”, após um relatório de 200 páginas encontrar menções a Andrei Rodrigues no celular de Vorcaro. O partido solicitou a Mendonça a prisão de Andrei Rodrigues, mas o relator dos casos Master e INSS optou pelo afastamento temporário das funções.

Na segunda-feira passada, Mendonça enviou à Procuradoria-Geral da República (PGR) o relatório da PF sobre as mensagens trocadas entre Vorcaro e Alexandre de Moraes. No conteúdo extraído do celular do banqueiro, ele diz ao ministro que precisa da proteção de “Andrei e Paulo”, uma referência ao diretor-geral da PF e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

“Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco não quebra. Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar possível”, escreveu Vorcaro a Moraes uma semana antes da primeira prisão dele, em 17 de novembro de 2025, segundo informações publicadas pelo Estadão e confirmadas pela equipe da coluna

Um dia antes do pedido para adiar a operação, o banqueiro também fez um desabafo ao ministro do Supremo: “Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei? Muita sacanagem isso”, lamentou, segundo a investigação.

O Globo

Mendonça Filho terá de retirar Raquel Lyra de propaganda eleitoral, determina TRE-PE


Acatando representação dos candidatos ao Senado Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD), o desembargador Paulo Augusto Freitas, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), determinou, na noite de segunda-feira (7), que o candidato ao Senado pelo PL, Mendonça Filho, remova de sua propaganda eleitoral no rádio e na televisão e das redes sociais imagens e alusões à governadora Raquel Lyra.

O desembargador deu prazo de 24 horas para a retirada e determinou que, em caso de descumprimento, o PL e o candidato sejam multados diariamente em R$ 20 mil.

Segundo a decisão, Mendonça não integra a coligação da governadora e, por isso, está impedido de “utilizar em qualquer meio de propaganda eleitoral, que promova ligação com a governadora”.

Túlio Gadêlha e Eduardo da Fonte integram a coligação Pernambuco de Coração, que tem Raquel Lyra como candidata à reeleição, e acionaram a Justiça Eleitoral para pedir a retirada da propaganda que estabelece vínculo entre Mendonça e a governadora.

Na representação, os dois parlamentares alegam que a peça pode induzir o eleitorado a erro sobre a composição das coligações registradas para a disputa deste ano. Eles sustentam que a associação apresentada na propaganda não corresponde à configuração formal das chapas e, por isso, pedem a intervenção da Justiça Eleitoral para impedir a continuidade da exibição da mensagem.

Após tomar conhecimento da ação, Mendonça afirmou que o pedido para retirar Raquel de sua propaganda é “desespero de quem queria ser candidato a senador de João Campos”. O candidato também reafirmou que continuará apoiando a governadora.

“Não será o desespero de quem até bem pouco tempo estava apoiando João Campos que vai mudar a minha história de amizade e trabalho com Raquel, pelo Agreste e por Pernambuco”, afirmou Mendonça Filho.

Segundo o candidato, a relação com Raquel não será afetada por ações jurídicas movidas por “aliados de última hora” da governadora. “Estamos fazendo uma campanha limpa, bem posicionada e que será vitoriosa. Isso incomoda, principalmente a quem não tem histórico de coerência”, rebateu.

“Onde estavam essas pessoas nos momentos mais difíceis vividos por Raquel Lyra? Eu estava ao seu lado e vou continuar no mesmo lugar”, provocou.

O PL de Mendonça Filho não fechou apoio formal a Raquel. Ainda assim, o candidato tem acompanhado caminhadas e atos com a governadora e manifestado apoio à sua reeleição.

JC