04 setembro 2026
TSE homologa candidatura de Pablo Marçal à Presidência; empresário concorre sub judice
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) homologou nesta sexta-feira (4) a candidatura de Pablo Marçal (PRTB) à Presidência da República. O empresário integra a lista de 13 candidatos registrados para disputar o Palácio do Planalto nas eleições de 2026.
Apesar da homologação, Marçal permanece inelegível até 2032 devido a uma condenação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo relacionada à campanha para a Prefeitura de São Paulo, em 2024. Ele foi condenado por uso indevido dos meios de comunicação social após promover uma estratégia de distribuição de prêmios para estimular a produção e divulgação de cortes de vídeos.
Como a decisão ainda é alvo de recurso, Marçal participa da eleição sub judice, ou seja, permanece na disputa enquanto a Justiça Eleitoral analisa definitivamente sua elegibilidade.
Além disso, o Ministério Público Eleitoral questiona a regularidade da filiação de Marçal ao PRTB dentro do prazo previsto pela legislação e pediu a revogação da decisão que reconheceu provisoriamente o vínculo partidário.
Fachin tira pedido de investigação de Moraes contra Mendonça
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, decidiu retirar o pedido de abertura de investigação feito pelo ministro Alexandre de Moraes contra André Mendonça do inquérito das fake news.
Em decisão desta sexta-feira, Fachin ainda determinou que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o ministro André Mendonça se manifestem sobre os relatórios tornados públicos pelo ministro Alexandre de Moraes na quinta-feira.
Moraes enviou a Fachin relatórios de inteligência da Polícia Federal (PF) que apontam supostas irregularidades cometidas pelo ministro André Mendonça na condução das investigações Compliance Zero, que apura fraude ao sistema financeiros, a Sem Desconto, sobre desvios ilegais de aposentadorias.
Na decisão, Moraes afirma haver “fortes indícios” da prática de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade pelo colega.
O despacho assinado por Fachin adota rito semelhante ao que ocorreu na noite desta quinta, quando o ministro determinou que Gonet, Mendonça e Moraes se manifestassem sobre o relatório da PF que identificou o relator do inquérito das fake news como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em mensagens apreendidas. Nesse caso, os ministros e o PGR terão cinco dias úteis para se manifestar - os pareceres deverão ser apresentados até o final da semana que vem.
Já no caso do relatório que cita Mendonça, primeiro Gonet terá cinco dias úteis para se manifestar e, depois, Mendonça terá mais cinco dias para dar seu parecer.
Se os prazos forem cumpridos à risca, a análise dos casos, por parte de Fachin, ficará mais para o final do mês, próxima ao primeiro turno das eleições.
Agora, tanto o relatório obtido por Moraes como o documento produzido por ordem de Mendonça passam a tramitar em um único procedimento, vinculado ao gabinete do presidente do STF.
No despacho desta sexta-feira, Fachin afirma ser necessária a adequada instrução para a apreciação da admissibilidade e da regularidade do procedimento adotado pelo ministro Alexandre de Moraes. "As providências ora determinadas destinam-se exclusivamente à instrução do feito, sem antecipação de juízo quanto à admissibilidade, à regularidade do procedimento ou ao mérito das imputações", diz o texto.
03 setembro 2026
Datafolha, 2º turno: Lula, 46%; Flávio Bolsonaro, 44%
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (3) mostra que Lula (PT) soma 46% das intenções de voto contra 44% de Flávio Bolsonaro em uma eventual disputa de 2º turno na disputa presencial.
O levantamento traz simulações de 2º turno da disputa pela Presidência da República. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula (PT): 46% (eram 47% em agosto);
Flávio Bolsonaro (PL): 44% (eram 43%);
Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 9%);
Indecisos: 2% (eram 2%).
Lula x Ronaldo Caiado
Lula (PT): 46% (eram 47%);
Ronaldo Caiado (PSD): 41% (eram 40%);
Em branco/nulo/nenhum: 11% (eram 11%);
Indecisos: 2% (eram 3%).
Lula x Romeu Zema
Lula (PT): 48% (eram 48%);
Romeu Zema (Novo): 39% (eram 38%);
Em branco/nulo/nenhum: 12% (eram 12%);
Indecisos: 2% (eram 2%).
Lula x Renan Santos
Lula (PT): 47% (eram 47%);
Renan Santos (Missão): 38% (eram 37%);
Em branco/nulo/nenhum: 13% (eram 14%);
Indecisos: 2% (eram 2%).
Na pesquisa anterior, divulgada em 21 de agosto, Lula tinha 47%, e Flávio Bolsonaro, 43%. A distância de quatro pontos estava no limite da margem de erro.
O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 1º e 3 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-03669/2026.
Futura/Apex: Lula 45,6%, Flávio Bolsonaro 45,2% no segundo turno
Uma nova pesquisa da Futura Inteligência/100% Cidades divulgada nesta quinta-feira, 3, aponta um cenário de empate técnico entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro(PL-RJ) em uma eventual disputa de segundo turno.
O petista marca 45,6% das intenções de voto, enquanto o parlamentar alcança 45,2% da preferência do eleitorado.
PoderData/Aya: Flávio tem 45% e Lula 44% no 2º turno
Divulgada nesta quinta-feira (3), a mais recente pesquisa PoderData para as eleições presidenciais mostra um cenário de empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na simulação principal de segundo turno.
O parlamentar aparece numericamente à frente, com Flávio marcando 45%, enquanto o petista registra 44% das intenções de voto. Como a diferença de um ponto é inferior à margem de erro do levantamento, os dois candidatos encontram-se rigorosamente empatados.
Os votos em branco e nulos somam 8%, e os eleitores que não souberam ou não quiseram responder representam 3%.
O levantamento foi realizado em meio as novas revelações do caso Master, envolvendo Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes. As novas informações vieram à público após o ministro do Supremo, André Mendonça, que também é relator do caso, retirar o sigilo da ação que apura troca de mensagens entre o empresário e o magistrado.
Avaliando os dados ao longo do tempo, nota-se uma inversão numérica recente na disputa principal. No levantamento anterior, do final de agosto, o atual presidente marcava 45% contra 44% do senador.
A pesquisa PoderData/Aya ouviu 3.000 pessoas em 716 municípios das 27 unidades da federação, entre os dias 30 de agosto e 2 de setembro.
A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa foi feita com recursos do próprio instituto e o registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-07561/2026.
RealTime Big Data/Governo: Raquel Lyra e João Campos empatados
Pesquisa Real Time Big Data divulgada hoje mostra Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) tecnicamente empatados na disputa pelo governo de Pernambuco, tanto no primeiro quanto no segundo turno.
A RealTime Big Data ouviu 1.600 pessoas por telefone e pela internet, entre os dias 29 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número PE-09116/2026.
1º turno - estimulada (quando é apresentada lista com nomes)
João Campos (PSB): 43%
Raquel Lyra (PSD): 43%
Renan Hallais (Missão): 4%
Ivan Moraes (PSOL): 2%
Outros: 1%
Branco/Nulo: 4%
Não sabe/Não respondeu: 3%
1º turno - espontânea (quando não é apresentada lista com nomes)
Raquel Lyra (PSD): 23%
João Campos (PSB): 23%
Marília Arraes (PDT): 1%
Outros: 4%
Branco/Nulo: 10%
Não sabe/Não respondeu: 39%
2º turno
João Campos (PSB): 44%
Raquel Lyra (PSD): 44%
Branco/Nulo: 6%
Não sabe/Não respondeu: 6%
Real Time Big Data/Senado: Marília Arraes lidera, Mendonça e Humberto empatam
Pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada nesta quinta-feira (03), aponta que a ex-deputada federal Marília Arraes (PDT) lidera a disputa ao Senado por Pernambuco. Nas eleições deste ano estão em disputa duas cadeiras à Casa Alta do Congresso, no cenário testado os candidatos Mendonça Filho (PL) e Humberto Costa (PT) tem empate técnico pela segunda colocação.
Do total de eleitores 29% disseram votar em Marília Arraes. Em seguida aparece Mendonça Filho com 20% e Humberto Costa com 19%, empatados na margem de erro de dois pontos percentuais.
Na sequência o candidato Eduardo da Fonte (PP) pontua 13%, Túlio Gadêlha (PSD) registra 12% das intenções de voto, enquanto Carlos Sant'anna (Novo) e Paulo Rubem Santiago (Rede) tem 1% cada.
O levantamento ainda testou os nomes dos candidatos Mariano Macedo (PSTU), Samuel Timoteo (UP), Pastor Gilvan Costa (Democrata), Gorett Bidu (UP) e Mailson da Silva Neto (PCO), que não pontuaram na rodada.
Na simulação foram 3% os que disseram votar em branco ou nulo, enquanto 2% disseram não saber ou não responderam.
Metodologia
A pesquisa Real Time Big Data entrevistou 1.600 eleitores de Pernambuco, entre os dias 29 de agosto e 2 de setembro, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
O levantamento foi realizado com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo PE-09116/2026.
02 setembro 2026
Quaest: Lula e Flávio Bolsonaro empatam no 2º turno
A primeira pesquisa Quaest realizada depois do início da propaganda na TV e no rádio, contratada pelo jornal O GLOBO e a TV Globo, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em empate técnico na simulação de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). O petista marca 42%, contra 41% do adversário.
Na rodada de 14 de agosto também havia empate técnico: Lula tinha 43%, contra 40% de Flávio. A mudança, embora tenha ocorrido na margem de erro, sinaliza o acirramento da disputa.
O instituto entrevistou 2.004 eleitores entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-07065/2026.
01 setembro 2026
Toffoli libera campanha digital de Renan Santos
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Dias Toffoli liberou a campanha digital de Renan Santos, do Missão, à Presidência da República. A decisão foi tomada nesta terça-feira (1º), após ter restringido a campanha digital do candidato neste final de semana.
O ministro liberou a realização de propaganda eleitoral da chapa presidencial do Missão por meio dos endereços eletrônicos de sítio, blog, rede social, sítio de mensagens instantâneas e aplicações de internet assemelhadas que já estejam registrados no sistema do TSE.
Além disso, liberou o direito de participar de debates em rádio, televisão, podcasts ou quaisquer outros meios de comunicação e de repasses do Fundo Eleitoral e da realização de gastos com eventuais recursos já repassados.
Na decisão, o ministro determinou que as plataformas de redes sociais restabeleçam o funcionamento dos perfis do candidato. Nesta terça, a Meta e o TikTok informaram ao TSE retiraram do ar os perfis de Renan Santos citados na decisão do ministro Dias Toffoli que restringiu parte da campanha digital do candidato do Missão à Presidência da República.
A decisão de Toffoli faz parte da análise do pedido de registro de candidatura de Renan Santos.
G1
Mendonça retira sigilo de inquérito e expõe relação entre Moraes e Vorcaro
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), retirou nesta terça-feira (1º) o sigilo sobre a ação que apura mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, e o ministro do Supremo Alexandre de Moraes.
A decisão ocorreu pouco depois de o Estadão revelar conversas nas quais o banqueiro pedia ao magistrado que atuasse junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para conter o avanço das investigações sobre o banco.
Diante das informações, Mendonça pediu à PGR esclarecimentos complementares sobre a mensagem. A CNN informou que o ministro avalia a gravidade das novas revelações e chegou a considerar levar ao presidente do STF, Edson Fachin, um pedido formal para abertura de investigação sobre Moraes.
Mensagens antes da prisão
Outras conversas entre Vorcaro e Moraes também vieram a público nesta terça-feira. O ex-banqueiro procurou o ministro dois dias antes de ser preso pela Polícia Federal, quando tentava embarcar em um avião particular com destino a Dubai.
Em uma mensagem enviada em 15 de novembro de 2025, Vorcaro perguntou a Moraes: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”. Na sequência, questionou sobre um juiz identificado como Ricardo, perguntou se o então presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, estava ciente da situação e se seria possível fazer alguma coisa.
No dia seguinte, um dia antes da prisão, Vorcaro voltou a procurar Moraes e perguntou: “Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?”. De acordo com a investigação da PF, as conversas permitem levantar a hipótese de que o ministro tenha repassado ao empresário informações sobre o andamento da Operação Compliance Zero, incluindo datas e horários de diligências planejadas pela corporação.
Contrato de R$ 131 milhões
Também veio a público informações sobre um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e Vorcaro.
O jornal O Estado de S. Paulo revelou que metadados do arquivo do contrato, que foi enviado por WhatsApp a Vorcaro, evidenciam que o documento foi editado por um usuário identificado como "Ministro Alexandre de Moraes".
Em nota, o escritório de Viviane Barci de Moraes afirmou que seu setor de compliance consultou o ministro, na condição de marido da sócia-diretora, sobre a existência de eventuais impedimentos legais para a contratação. Segundo a banca, Moraes verificou a minuta e concluiu que não havia impedimento para a assinatura do acordo.
O escritório afirmou ainda que o ministro nunca julgou no STF uma causa envolvendo o Banco Master e que os serviços previstos no contrato foram efetivamente prestados.
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