15 abril 2026

Quaest 2º turno: Flávio Bolsonaro tem 42%, e Lula, 40%


Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra que Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) aparecem tecnicamente empatados em um eventual 2º turno das eleições 2026. Flávio tem 42% das intenções de voto, contra 40% de Lula. É a primeira vez na Quaest que o senador filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ultrapassa Lula numericamente.

Na pesquisa passada da Quaest, em março, Lula e Flávio empatavam, pela primeira vez na série histórica, com o percentual de 41% cada. A vantagem do presidente era de dez pontos em dezembro, passou para sete em janeiro e para cinco em fevereiro. Agora em abril, Flávio Bolsonaro tem vantagem de dois pontos diante do petista.

Cenário Lula x Flávio

Flávio Bolsonaro: 42% (eram 41% em março e 38% em fevereiro);
Lula: 40% (eram 41% em março e 43% em fevereiro);
Indecisos: 2% (eram 2% em março e em fevereiro);
Branco/nulo/não vai votar: 16% (eram 16% em março e 17% em fevereiro).

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro da pesquisa no TSE é BR-09285/2026.

14 abril 2026

MPPE recomenda suspensão e correção de licitação milionária para o São João de Caruaru

 

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Caruaru, emitiu uma recomendação para a suspensão imediata do Pregão Eletrônico nº 90080/2026. O certame, destinado à montagem de estruturas e serviços de sonorização e iluminação para o São João 2026, possui valor estimado em R$ 15,5 milhões. A medida foi tomada após uma análise técnica identificar "não conformidades estruturais com severo risco de lesão ao erário". O certame estava com sessão de retomada prevista para a sexta-feira (10).

Entre as irregularidades apontadas pelo promotor de Justiça Marcus Alexandre Tieppo Rodrigues, destaca-se a aplicação indevida de uma taxa de Benefícios e Despesas Indiretas (BDI) linear de 24,92% sobre todo o contrato, inclusive em itens de mera locação de equipamentos.

O MPPE também observou a aglutinação de serviços heterogêneos sob o critério de "Menor Preço Global", o que favorece a figura de "empresas atravessadoras" e permite a subcontratação de até 70% do objeto. Um dos pontos críticos apontados é a aglutinação indevida de objetos distintos em um único lote, o que obriga uma única empresa a fornecer desde serviços de locação de estruturas, som e iluminação até obras de engenharia, como a pavimentação de calçadas.

“Ao exigir que uma mesma licitante execute itens tão discrepantes e divisíveis, a administração não apenas restringe a participação de empresas especializadas, mas também dificulta a obtenção do melhor preço, ferindo o princípio da ampla competitividade e levantando suspeitas de direcionamento do certame", comentou o promotor de Justiça Marcus Alexandre Tieppo Rodrigues.

Além das questões financeiras, o documento aponta cláusulas que restringem a competitividade, como a proibição do somatório de atestados e exigências técnicas consideradas irrazoáveis para o setor audiovisual. A recomendação exige que a Fundação de Cultura de Caruaru (FCC) e a Prefeitura retifiquem o edital, promovendo o parcelamento do objeto em lotes independentes e revisando as planilhas orçamentárias.

As autoridades municipais têm um prazo de 48 horas para informar sobre o acatamento das medidas. O descumprimento poderá resultar em ações judiciais por improbidade administrativa para paralisar a licitação judicialmente.

A recomendação foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do MPPE desta terça-feira (14).

Futura/Apex: Flávio venceria Lula no 2º turno por 48% a 42,6%



O senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) venceria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) num eventual segundo turno, de acordo com pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (14).

No levantamento, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece com 48% das intenções de voto, enquanto Lula acumula 42,6%.

Foram ouvidas 2.000 pessoas em todo o país, entre os dias 7 e 11 de abril, por meio de entrevistas telefônicas assistidas por computador. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08282/2026.

CNN Brasil

11 abril 2026

Datafolha: Lula perde vantagem e empata com Flávio, Caiado e Zema no 2º turno


O instituto Datafolha divulgou neste sábado (11) uma pesquisa com as intenções de voto para presidente da República nas eleições de 2026. As informações relativas ao levantamento foram publicadas inicialmente pela Folha de S. Paulo.

Conforme os resultados apresentados pelo Datafolha, o presidente Lula (PT) perde vantagem para os demais adversários e empata com Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) no segundo turno — a margem de erro da sondagem eleitoral é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Este foi o primeiro levantamento do Datafolha após a definição do PSD pelo nome de Caiado para disputar a Presidência. Anteriormente, também eram testados junto ao eleitor os nomes dos governadores do Paraná, Ratinho Junior (PSD), e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD).

O Datafolha fez pesquisa espontânea (quando os nomes não são apresentados previamente para escolha do eleitor) e um cenário estimulado (quando são mostrados os nomes).

Lula e Flávio concentram votos em cenário estimulado

Lula (PT): 39%
Flávio Bolsonaro (PL): 35%
Ronaldo Caiado (PSD): 5%
Romeu Zema (Novo): 4%
Renan Santos (Missão): 2%
Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%
Aldo Rebelo (DC): 1%
Nenhum/Branco/Nulo: 10%
Não sabe: 4%

Segundo turno para presidente pelo Datafolha

A pesquisa Datafolha simulou três cenários de segundo turno, todos com a presença de Lula:
 
Flávio Bolsonaro (PL): 46%
Lula (PT): 45%
Nenhum/Branco/Nulo: 8%
Não sabe: 1%

Lula (PT): 45%
Ronaldo Caiado (PSD): 42%
Nenhum/Branco/Nulo: 11%
Não sabe: 2%

Lula (PT): 45%
Romeu Zema (Novo): 42%
Nenhum/Branco/Nulo: 11%
Não sabe: 2%

Potencial de rejeição dos candidatos a presidente

O Datafolha também perguntou para o eleitor em qual possível candidato ele não votaria de jeito nenhum no primeiro turno. O resultado foi:

Lula (PT): 48%
Flávio Bolsonaro (PL): 46%
Romeu Zema (Novo): 17%
Ronaldo Caiado (PSD): 16%

Metodologia: 2.004 entrevistados pelo Datafolha entre os dias 7 e 9 de abril de 2026. A pesquisa foi contratada pela Folha de S. Paulo. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2 pontos percentuais. Registro no TSE nº BR-03770/2026.

Folha de São Paulo/Gazeta do Povo

Ministra Cármen Lúcia marca eleição no TSE e antecipa ritos de sucessão


A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, marcou para a próxima terça-feira (14) a eleição que escolherá os novos presidente e vice-presidente do Tribunal. O comunicado foi feito no final da sessão plenária desta quinta-feira (9). A data da posse do sucessor, que comandará o TSE durante as Eleições 2026, será anunciada até o fim de maio. 

O anúncio inicia a transição de gestão. Pelo sistema de rodízio do Tribunal, a Presidência caberá ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques, atual vice-presidente do TSE. A Vice-Presidência deverá ser ocupada pelo ministro André Mendonça, também do STF.  

"Considerando que, em 3 de junho, sobrariam pouco mais de 100 dias [para o pleito] e tendo em vista o enorme trabalho que tenho a realizar no STF, decidi, em vez de deixar para o último dia, iniciar agora a eleição dos novos dirigentes", afirmou Cármen Lúcia.  

A antecipação funciona como marco inicial para o compartilhamento de dados e o planejamento logístico com os tribunais regionais eleitorais (TREs).

TRE PE

10 abril 2026

Eleições 2026: Saiba quais cargos estarão em disputa

A seis meses das eleições de 2026, o calendário eleitoral começa a impor ritmo às articulações políticas em todo o país. Marcado para 4 de outubro, o primeiro turno da disputa colocará em jogo os principais cargos do Executivo e do Legislativo, em um pleito que tende a redesenhar o equilíbrio de forças em Brasília e nos estados.

Neste ano, a eleição terá um peso ainda maior no Congresso, especialmente no Senado, onde 54 das 81 cadeiras estarão em disputa, com mandatos de oito anos. A renovação de dois terços da Casa amplia o interesse das principais forças políticas, que veem na composição do Senado um fator decisivo para a governabilidade do próximo presidente.

Cargos em disputa nas eleições de 2026:

Presidente da República (1 vaga)
Governadores (27 vagas)
Senadores (54 vagas)
Deputados federais (513 vagas)
Deputados estaduais e distritais (número varia por unidade da federação)

Além da escolha do presidente, a eleição para governadores deve influenciar a formação dos palanques estaduais e o desempenho das candidaturas nacionais. Em muitos casos, os acordos locais são determinantes para a consolidação de alianças mais amplas.

Já na Câmara dos Deputados, a renovação total das 513 cadeiras mantém o foco dos partidos na montagem de chapas competitivas, com atenção especial às regras de distribuição de vagas e ao desempenho das federações partidárias. A composição da Casa segue central para a tramitação de projetos e para a sustentação política do governo eleito.

Com isso, a eleição de 2026 envolve disputas em diferentes níveis, com impacto tanto no governo federal quanto nos estados e no Congresso. Até lá, os partidos seguem em fase de articulação e definição de alianças. A campanha eleitoral começa oficialmente em agosto, quando os candidatos poderão pedir voto e ir às ruas.

O Tempo

29 outubro 2024

Gleisi acusa Padilha de ofender o PT após eleição


Presidente nacional do PT, a deputada Gleisi Hoffmann (PR), criticou o colega de partido e ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, em discussão a respeito do resultado do partido nas eleições municipais. A Executiva Nacional da sigla se reúne nesta segunda-feira (28/10) em Brasília para discutir o pleito deste ano.

Gleisi reagiu a uma ironia de Padilha que, mais cedo nesta segunda, comparou o desempenho do PT nas municipais à zona de rebaixamento do campeonato brasileiro, o Brasileirão. Ele salientou que o partido tem colhido resultados ruins desde 2016.

“O PT é o campeão nacional das eleições presidenciais, mas, na minha avaliação, não saiu ainda do Z4 que entrou em 2016, nas eleições municipais. Então, teve conquistas importantes, a eleição na capital, elegeu cidades importantes neste 2º turno, mas ainda tem um esforço de recuperação”, afirmou o ministro responsável pela articulação política do governo Lula.

A presidente do partido respondeu em post nas redes sociais, também nesta segunda: “Temos de refrescar a memória do ministro Padilha, o que aconteceu conosco desde 2016 e a base de centro e direita do Congresso que se reproduz nas eleições municipais, que ele bem conhece. Pagamos o preço, como partido, de estar num governo de ampla coalizão. E estamos numa ofensiva da extrema direita. Ofender o partido, fazendo graça, e diminuir nosso esforço nacional não contribui para alterar essa correlação de forças”, escreveu a deputada.

“Padilha devia focar nas articulações políticas do governo, de sua responsabilidade, que ajudaram a chegar a esses resultados. Mais respeito com o partido que lutou por Lula Livre e Lula Presidente, quando poucos acreditavam”, completou Gleisi.

Em coletiva a jornalistas, Gleisi também pontuou que havia expectativas de pessoas de fora do partido sobre o desempenho do PT nas eleições municipais. Ela ainda salientou que ter o governo federal, como é o caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não é refletido necessariamente em um maior número de prefeituras conquistadas.

“É óbvio que, por ter a presidência da República, havia uma expectativa do PT ter números maiores do que tem. Eu diria que até uma expectativa mais externa do que interna. Mas havia essa expectativa. E isso mostra que o fato de você ter o governo federal não quer dizer que você vai ter vitórias nas eleições municipais. Assim como você ter a maioria dos prefeitos nos municípios não significa que você vai ser derrotado nas eleições nacionais”, enfatizou a presidente do PT.

Vale ressaltar que Lula conquistou o Palácio do Planalto, em 2022, após o PT tem um baixo número de prefeitos eleitos em 2020.

Metrópoles

28 outubro 2024

PSDB cresce e PSB encolhe em PE


A vitória de Ramos (PSDB) em Paulista desempatou uma disputa pelo número de prefeituras pernambucanas entre PSB e PSDB também. Agora, o partido da governadora tem uma prefeitura a mais do que o PSB de Campos (32 x 31).

O crescimento dos tucanos é impressionante, porque o partido tinha eleito apenas cinco prefeitos em 2020 e agora passa de 30. Já os socialistas caíram ao longo dos últimos anos. Chegaram à eleição de 2020 com 70 prefeituras, elegeram naquele ano pouco mais de 50 e, quatro anos depois, terminam a campanha com 19 cidades a menos.

A força de ser a governadora do Estado conta, é verdade. Mas é a mesma governadora que, os adversários diziam alguns meses antes, não tinha a menor chance de sair vitoriosa de uma eleição. Mudou algo ou calcularam errado?

Somando os candidatos do PSDB e do PSD (que muitos consideram ser o futuro partido de Raquel e que já está com ela), o número de prefeitos já passa de 50. Quando são acrescidos todos os que tiveram apoio do Palácio este ano, a conta sobe para algo além de 100 prefeitos.

JC

Os grandes vencedores e perdedores das eleições municipais


Com o segundo turno das eleições municipais neste domingo (27/10), ficou mais claro quem foram os vencedores e perdedores na política brasileira em 2024.

Entre os grandes vencedores destas eleições estão: o Centrão, a direita e centro-direita, que juntos, vão comandar a maior parte das prefeituras do Brasil.

O destaque fica com o PSD de Gilberto Kassab, partido que obteve o maior número de prefeituras no país, desbancando o MDB.

O PSD também vai administrar o maior número de capitais: cinco (Florianópolis, Rio de Janeiro, São Luís, Curitiba e Belo Horizonte) - mesmo número do MDB, que vai administrar Macapá, Boa Vista, Porto Alegre, Belém e São Paulo.

No segundo turno, também saíram vitoriosos governadores da direita que se sobressaíram frente a um "bolsonarismo raiz".

É o caso de Ronaldo Caiado (União), de Goiás, que elegeu Sandro Mabel (União) na capital Goiânia, e Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, que elegeu Eduardo Pimentel (PSD) em Curitiba.

O PL do ex-presidente Jair Bolsonaro conseguiu aumentar em 50% o número de prefeituras conquistadas, mas teve derrotas em cidades importantes no segundo turno, como Fortaleza, Goiânia, Belém e Manaus.

Já o PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou um aumento no número de prefeituras comandadas em comparação a 2020, mas muito atrás dos partidos de direita.

Neste segundo turno, porém, o partido conseguiu uma vitória importante em Fortaleza, única capital que irá comandar.

Entre os grandes derrotados destas eleições estão, de acordo com os analistas: o PSDB, partido que já ocupou a Presidência do país por duas vezes e que tinha uma virtual hegemonia sobre a política de São Paulo - e não elegeu sequer um vereador na capital paulista; e o PDT e o clã da família de Ciro Gomes no Ceará.

Mas até entre os derrotados também há ressalvas: Pablo Marçal (PRTB) não passou ao segundo turno da capital paulista, mas se consagrou como um dos fenômenos da eleição.

BBC News Brasil

PL de Bolsonaro ganha em 4 capitais, e PT de Lula, em 1


O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, conquistou quatro capitais nas Eleições 2024. Já o PT, sigla do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, saiu com um candidato vitorioso.

Ao todo, 26 capitais estavam em disputa. Com os resultados do 2º turno neste domingo (27), o PL ficou entre os partidos que mais conquistaram prefeituras nas principais cidades do país.

MDB e PSD ganharam em 5 capitais,
União Brasil e PL venceram em 4 capitais;
Podemos e PP ganharam em 2 capitais;
Avante, PSB, PT e Republicanos venceram em 1 capital.
Clique aqui para ver o detalhamento dos vencedores.

Resultados do PL

O partido do ex-presidente Bolsonaro entrou na eleição com candidatos próprios em 14 capitais. Dois foram eleitos já no 1º turno: JHC, que foi reeleito em Maceió (AL), e Tião Bocalom, reeleito em Rio Branco (AC).

Neste domingo, foram duas novas vitórias: com Abílio Brunini, em Cuiabá (MT), e Emília Corrêa, em Aracaju (SE).

Resultados do PT

O partido do presidente Lula iniciou a eleição com 13 candidatos próprios, mas venceu apenas em Fortaleza (CE), com Evandro Leitão. A disputa foi uma das mais apertadas do Brasil.

Evandro Leitão foi eleito prefeito da capital cearense com 50,38% dos votos válidos, contra o candidato André Fernandes, do PL. A diferença foi de apenas 0,76%.

Apesar do resultado fraco, houve uma melhora para a performance do PT, que não vencia em capitais desde 2016.

G1