10 outubro 2026
TRE confirma Douglas Ruas (PL) como governador eleito do RJ
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) confirmou, neste sábado (10), a vitória de Douglas Ruas (PL) na eleição para o governo do estado, após a retotalização dos votos do primeiro turno. Com a anulação dos 274.411 votos de Anthony Garotinho (Republicanos), determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ruas alcançou 50,88% dos votos válidos e teve a eleição no primeiro turno reconhecida pela Justiça Eleitoral. Ele será entrevistado no RJ2.
O procedimento foi conduzido pelo presidente da Corte, desembargador Claudio de Mello Tavares, com a presença dos sete integrantes do tribunal, além de representantes do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de partidos políticos.
"O candidato mais votado para o cargo de governador do Estado do Rio de Janeiro foi o candidato Douglas Ruas, alcançando mais da metade dos votos válidos, o suficiente para vencer no primeiro turno das eleições", afirmou o presidente do TRE-RJ Claudio de Mello Tavares.
A retotalização foi determinada após o TSE manter o indeferimento do registro de candidatura de Garotinho e decidir, por cinco votos a dois, pela anulação dos 274.411 votos recebidos por ele na eleição de domingo (4).
Sem esses votos no cálculo dos votos válidos, Ruas passa de 49,27% para cerca de 50,88% e supera a maioria absoluta exigida para vencer no primeiro turno.
A cerimônia foi realizada na sede do TRE-RJ, no Palácio da Democracia. O resultado recalculado foi anunciado após o procedimento, mas a proclamação formal do governador eleito depende das etapas previstas pela Justiça Eleitoral.
Na quinta-feira (8), Paes tentou suspender os efeitos da decisão do TSE no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Cristiano Zanin negou o pedido cautelar por entender que ainda não havia recurso extraordinário apresentado nem análise de admissibilidade pelo TSE.
Depois da decisão, Paes afirmou nas redes sociais que respeitaria o resultado e desistiu de recorrer.
Com a exclusão dos votos de Garotinho, o percentual de Ruas sobe para aproximadamente 50,88%. Ele fica cerca de 73,9 mil votos acima do número necessário para alcançar a maioria absoluta. A diferença entre os votos recebidos por Ruas e Paes permanece em 564.215.
Ipespe/votos válidos: Flávio tem 52,7% e Lula 47,3%
Em um cenário de segundo turno considerando apenas os votos válidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente na corrida eleitoral, marcando 52,7% das intenções de voto. O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 47,3% da preferência, segundo dados da pesquisa Ipespe divulgada neste sábado (10).
Os candidatos disputam o segundo turno no próximo dia 25 de outubro. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com 100% das urnas apuradas, Flávio recebeu 47,03 (56,1 milhões de votos) no primeiro turno. Lula chegou a 45,16% (53,8 milhões de votos).
O que são votos válidos?
Votos válidos são aqueles dados diretamente a um candidato ou, nas eleições proporcionais, a uma legenda partidária. Votos em branco e nulos não entram no cálculo que define os vencedores.
Isso significa que a porcentagem apresentada na apuração não considera necessariamente todas as pessoas que compareceram às urnas, ela é calculada apenas sobre os votos válidos.
Metodologia
A pesquisa Ipespe entrevistou 1.500 eleitores, entre os dias 6 e 8 de outubro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro do levantamento é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,45%.
A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00933/2026.
09 outubro 2026
AtlasIntel/Bloomberg: Flávio Bolsonaro tem 5,6 pontos à frente de Lula
A primeira rodada da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg após o primeiro turno, divulgada nesta sexta-feira (9/10), mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 51,1% das intenções de voto, contra 45,7% de Lula (PT). Brancos, nulos e indecisos somam 3,2%. Nos votos válidos, o senador tem 52,8%, ante 47,2% do presidente.
A diferença de 5,6 pontos percentuais nos votos válidos supera a margem de erro de 1 ponto para mais ou para menos. É a primeira vez desde abril que Flávio aparece numericamente à frente de Lula por uma distância superior à margem de erro.
Nas rodadas de setembro e na de 3 de outubro, os dois estavam empatados na casa dos 47%. Agora Flávio Bolsonaro ganhou quase 4 pontos e Lula marcou o menor patamar da série iniciada em dezembro de 2025.
Nos recortes, Flávio Bolsonaro lidera com folga entre homens (57,7% a 36,9%) e evangélicos (72,7% a 23,5%). Também vence no Sul (64,5%), no Centro-Oeste (65,7%) e no Sudeste (54,4%). Lula vence entre mulheres (53,6% a 45,2%), no Nordeste (57,6%) e entre eleitores com renda familiar de até R$ 2 mil (55%).
Quem herda os votos de quem não avançou
A transferência de votos do primeiro turno favorece o candidato do PL. Ele fica com 54,9% dos eleitores de Ronaldo Caiado e 40,3% dos de Renan Santos. Lula leva vantagem só entre quem votou no escritor Augusto Cury (50,4% a 38,9%) e entre quem não votou no primeiro turno (63,1%).
Os eleitores confiam mais em Flávio Bolsonaro para administrar 11 das 13 áreas testadas. As maiores vantagens do senador estão em criminalidade, tráfico de drogas e equilíbrio fiscal (10 pontos em cada) e em economia e inflação (7 pontos). Há empate em pobreza e desigualdade e em meio ambiente.
Sobre a pesquisa
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg consultou 5.026 eleitores pela internet entre 3 e 8 de outubro. A margem de erro é de 1 ponto percentual para cada lado e o nível de confiança, de 95%. O levantamento foi pago pelo próprio instituto e está registrado no TSE sob o número BR-03663/2026.
08 outubro 2026
Augusto Cury declara apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno
O ex-candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) declarou nesta quinta-feira (8) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Flávio Bolsonaro recebeu mais de 56 milhões de votos e enfrentará, no segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição, que recebeu 53,8 milhões de votos. Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos; Lula ficou com 45,15%.
Mais cedo, Cury e Flávio se falaram por videochamada. Na conversa, o ex-candidato pediu que o senador se comprometesse publicamente com propostas defendidas por Cury durante sua campanha.
Cury afirmou ainda que o apoio não envolve negociação de cargos, privilégios ou vantagens pessoais e será acompanhado de cobrança pelo cumprimento dos compromissos assumidos.
"A confiança de Augusto Cury não constitui um cheque em branco. Trata-se de um voto de confiança condicionado ao cumprimento dos princípios e compromissos aqui assumidos, à transparência, à responsabilidade fiscal, ao respeito às instituições democráticas e à prestação permanente de contas às instituições e à sociedade brasileira. O apoio será sempre acompanhado do direito de cobrar, questionar, criticar e exigir coerência entre as palavras e os atos", diz o documento.
No primeiro turno, Augusto Cury recebeu 3.448.569 votos. O candidato do Avante foi o terceiro colocado na disputa com 2,89% dos votos válidos.
De acordo com o ex-candidato, o compromisso público reúne oito pontos:
- Fim da reeleição presidencial, com defesa da alternância de poder e da renovação democrática.
- Transformação da saúde, com ampliação da telemedicina e do acesso à medicina moderna.
- Proteção integral às mulheres, com uso de tecnologia e enfrentamento da violência.
- Transformação da educação, com valorização dos professores e melhores salários.
- Financiamento de até dez milhões de microempresas, para estimular o empreendedorismo e a geração de empregos.
- Fortalecimento do cooperativismo, com defesa do ato cooperativo, apoio às cooperativas e verticalização agroindustrial.
- Valorização da agricultura, com a meta de dobrar a produção sustentável de alimentos em dez anos.
- Pacificação nacional, com um governo para todos os brasileiros, independentemente de suas convicções políticas, e combate à corrupção.
Datafolha: Flávio Bolsonaro 49% e Lula 45%
A primeira pesquisa Datafolha do 2º turno mostra que Flávio Bolsonaro (PL) tem 49% das intenções de voto, contra 45% de Lula (PT). O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Flávio Bolsonaro (PL): 49%
Lula (PT): 45%
Em branco/nulo/nenhum: 5%
Indecisos: 1%
O Datafolha divulgou também os resultados que consideram apenas os votos válidos. Para chegar a esses números, o instituto exclui da conta quem declara voto nulo ou em branco e os indecisos. O número de votos válidos é o que a Justiça Eleitoral usa para determinar os resultados das eleições.
Em votos válidos, Flávio Bolsonaro tem 52%, contra 48% de Lula.
O Datafolha ouviu 2.520 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 6 e 7 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é BR-0949/2026.
Podemos anuncia apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno das eleições
O Podemos anunciou nesta 5ª feira (8.out.2026) o apoio oficial ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno das eleições de 2026. O anúncio foi feito depois de reunião do candidato com representantes do partido, dentre eles a presidente nacional da sigla, Renata Abreu.
Flávio terminou o 1º turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O candidato já recebeu o apoio da federação PP-União Brasil, do Novo e do Republicanos. Ronaldo Caiado (PSD), que também concorreu à Presidência, declarou apoio individual, mas o PSD ficou neutro.
A jornalistas, Renata Abreu afirmou que o “brasileiro quer voltar a sonhar com um Brasil que olhe pra frente, que faça o empreendedor voltar a investir, que olhe para a dor dos brasileiros e entenda que o problema é real e longe das promessas que têm sido feitas”.
Republicanos declara apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno
O partido Republicanos declarou nesta quarta-feira (7) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O anúncio foi realizado após uma reunião do presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP) e lideranças do partido com o senador Flávio Bolsonaro. Estavam presentes o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o senador e governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho (Republicanos), entre outros membros do partido.
"O primeiro turno passou, o povo falou, e agora o Brasil tem diante de si uma escolha clara entre dois caminhos. Parlamentares e lideranças do nosso partido em todo o país, venho anunciar que o Republicanos vai apoiar Flávio Bolsonaro para presidente da República. Mas mantenho meu respeito a realidades locais, e cito Paraíba e Pernambuco", disse Pereira.
"Não é uma decisão incondicional, mas nasce da voz das urnas e de um sentimento que a gente ouve em toda esquina, o brasileiro quer ter esperança de novo [...] tenho que dizer com sinceridade: não é um cheque em branco. O voto de milhões de brasileiros dá poder, mas dá antes de tudo responsabilidade", disse o presidente do Republicanos.
O presidente da sigla, Marcos Pereira, disse que a legenda está disposta a participar de um eventual governo de Flávio, mas disse que ainda não há um debate sobre em que área poderia ocorrer a colaboração.
“Conte com o Republicanos nas reformas, na responsabilidade fiscal, no apoio aos municípios, na segurança, e conte também com nossa franqueza, porque apoiar não é se calar.”
Pesquisa Poder/Aya mostra Flávio 6 pontos à frente de Lula
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do Presidente Lula (PT) em pesquisa publicada nesta quinta-feira 8 pelo instituto PoderData (ligado ao portal Poder360) em parceria com o aplicativo Aya Bancah.
Segundo o levantamento, Flávio é o preferido de 53% dos eleitores, considerando os votos válidos. Enquanto isso, Lula é o escolhido de 47% dos participantes da pesquisa. A diferença, de seis pontos, supera a margem de erro (que é de 1,8 pontos, para mais ou para menos).
No primeiro turno, o filho de Jair Bolsonaro terminou na primeira posição, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula somou 45,16% e ficou na segunda posição. Esta foi a primeira pesquisa realizada pelo PoderData após a votação do último domingo.
Foram realizadas 3 mil entrevistas telefônicas entre os dias 5 e 7 de outubro. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral com o código BR-08134/2026.
07 outubro 2026
Maioria: Nova composição da Alepe favorece Raquel Lyra
Na nova composição a gestora vai contar com uma bancada própria maior e um conjunto de partidos aliados fortalecidos, com capacidade de garantir maioria absoluta do plenário.
Presidido pela governadora, o Partido Social Democrático, que não possuía deputado estadual eleito em 2022, agora terá nove cadeiras e vai dividir com o PSB, partido de oposição que também teve nove nomes eleitos, o posto de maior bancada.
Partidos que formaram a aliança pela reeleição de Raquel Lyra também conseguiram êxito em formar bancadas numerosas no Legislativo estadual. Junto ao PSD, o PP, Podemos, União Brasil e Avante elegeram 24 dos 49 deputados da Alepe. Se for considerado o partido Novo, que declarou apoio à reeleição da governadora, o número de aliados diretos alcança 25 parlamentares.
Projeções baseadas em posicionamentos públicos e históricos dos parlamentares indicam que a base governista pode ser ainda maior, chegando a 30 deputados. Isso porque, mesmo no bloco de partidos de oposição, há eleitos alinhados com a governadora, como o deputado estadual João Paulo Lima (PT) e a deputada eleita Lara Santana (PV).
A vantagem é vista como um marco no avanço da relação de tensão que se instalou entre o governo estadual e a Casa de Joaquim Nabuco. A oposição conseguiu ocupar posições estratégicas, como as principais comissões, e, em diferentes momentos, impôs derrotas ou dificultou a aprovação de matérias do interesse do Executivo.
A governadora deve aproveitar o novo momento para tentar eleger um presidente da mesa diretora diretamente alinhado com o governo estadual. Eleito presidente em 2023, do mesmo partido de Raquel Lyra à época, Álvaro Porto (MDB) passou para a oposição ao governo estadual e foi reconduzido para o comando da Casa, blindando a influência do Executivo sobre ela.
Para o novo biênio 2027-2028, um dos nomes que ganha força para ocupar a presidência é do deputado estadual Antônio Moraes (PSD). Reeleito para o oitavo mandato, Moraes é visto como um parlamentar experiente, tendo ocupado a presidência da Comissão de Justiça, a mais importante da Casa.
Em diversas vezes, foi Antônio Moraes o encarregado de resolver imbróglios entre o Palácio e a Alepe durante o atual mandato.
Com João Campos, PSB enfrenta encolhimento político e eleitoral
O ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) sofreu uma derrota histórica nas eleições de outubro de 2026 e viu o PSB enfrentar um encolhimento político e eleitoral.
Principais Fatos da Derrota e do Encolhimento do PSB









